Feto fêmea

            Sou mulher,

            Posso fazer o que eu quiser?

            Tenho direito ao frio e ao calor

            À paixão e ao amor

            Sair na rua, ver o sol

            As estrelas apreender

            A Terra iluminar

            Respirar?

            Quem me dera!

            Sou livre, mas…

            minha mãe também.

            Sou feto, sou fêmea, sou humana

            Tenho lugar nesta sociedade insana?

Eu e ela, ou Ela e eu…

Aquele dia ela chegou mais cedo em casa. Sabendo que o marido iria trabalhar até mais tarde, resolveu fazer um mingau de aveia, daqueles bem singelos, com água (não com leite), para comer assistindo televisão.
Uma vez pronto, enfeitou as bordas do prato, bem enfeitado, com queijo catupiry de caixinha (tinha que ser o de caixinha), apanhou um pano de prato bem limpinho e foi para o sofá da sala.
O apartamento era pequeno e modesto: à sua frente, uns 5 metros, estava a única porta de saída do imóvel. Logo a direita, a saída para a cozinha, e logo após esta, vinha o corredor para os 2 pequenos quartos, à uns 3 metros do sofá onde se sentava. Sim, era modesto e pequeno, mas isto não importava: ela e o marido estavam no início do casamento e teriam a vida inteira pela frente para construir família e melhorar o nível de moradia.
Enquanto buscava um canal com alguma programação que prestasse, feliz, iniciava a degustação do mingau de aveia com água e queijo catupiry, lembrando da avó e da mãe.
Pano de prato sobre as pernas, prato sobre o pano de prato e eis que sua vista é atraída por algo diferente, que vem voando do corredor dos quartos, pousando na parede, bem em cima do corredor que leva aos quartos. Seria uma mariposa??? Seu cérebro imediatamente entra em modo de alerta, pois embora ainda não tivesse identificado o bicho, aquele pouso em manobra errática, rápido e meio bobo, não levava jeito de mariposa não, e sim, de BARATA!!!
Jesus, e era!!!! O que fazer???? E era das voadoras, uma catástrofe total!!! Esses bichos nojentos nunca deveriam ter sido agraciados com asas pela mãe natureza!!! Muito menos com agilidade!!! Deveriam ser, no máximo, como lesmas, para a gente poder extermina-los sem pavor, e sem correr riscos de sermos atacados por terra e por ar!!!
Ela suava, suava e não sabia o que fazer. Embora petrificada, cuidadosa que era, conseguiu se mover ao menos para deixar o prato em cima da mesinha de canto, de modo a não sujar toda a casa jogando o prato para o alto, caso a barata viesse em sua direção. Pensou em sair correndo do apartamento, mas a barata estava muito próxima à única saída, inviabilizando a fuga. Ah, se pelo menos o marido chegasse!!!!
Para seu desespero, agora a barata andava em círculos, e ainda por cima, chacoalhava as horrorosas asas, na dúvida, se voava ou não. Coração disparado, ela estendia a única arma que tinha para se defender, o pano de prato, branquinho, como se fosse uma bandeira pedindo paz!! Mas nada, a tal continuava cada vez mais histérica, movimentando-se rapidamente, sendo que finalmente voou….
Nossa….. o coração saltou pela boca, para onde a tal voava?? Ela também queria voar, voar para bem longe, mas nem tinha para onde, pois as janelas da sala tinham grades! Estava presa, presa com uma barata…sim, e nestas horas dá vontade de fazer loucuras!!!! Agora via a barata pousada em cima da única porta de saída do apartamento. Ufa…por fim a tal não foi para cima dela, mas na verdade, somente encompridou a tortura…Aiiii, se ao menos o marido chegasse!!!!
Agora não tinha mais a menor chance de sair. A tal retomou aquela dança maluca, chacoalhando as asas, ao mesmo tempo em que andava em círculos rápidos pela parede. Ela, ainda sentada, sapateava e chorava!!! As lagrimas não podiam impedir de acompanhar todos os movimentos da tal, e de se apavorar a cada um deles!!! Se sentia tão menor que a barata… como podia??? Natureza ingrata!!!! Tentava se fortalecer, lembrando de todos os amigos que já lhe tinham falado que isto era besteira, que este medo era totalmente infundado, que o bicho era burro, nem voar sabia e não
era venenoso, e além disso, não passava de um inseto… mas nada do cérebro entender…. seria um pavor genético?!?!?!?!
Estava em choque! Aqueles minutos pareciam uma eternidade, e ia ter que tomar uma atitude!!!
Sabia disso!!!
Por que o marido não chegava????
Nisto, a barata empreende novo voo, desta vez com rota para o sofá, rota quase direta, porque uma barata não sabe voar diretamente para algo, mas sim, ziguezagueando em todas as direções…
Ohhhh: desespero total!!! Descabelada, desgrenhada, ela finalmente se levanta e sai em disparada pela porta, que consegue destrancar em segundos. Sai gritando pelo corredor, tocando todas as campainhas que vê pela frente, até que a moça do último apartamento do andar, abre a porta.
Pela aparência e desespero dela, a moça pensou no pior: estuprador, ladrão assassino, etc e tal. A moça a põe para dentro do apartamento e tranca a porta, com todos os ferrolhos possíveis.
Rapidamente, apanha um copo d’água, com açúcar, claro, e a coloca sentada em um banquinho na cozinha! Ela, coitada, ainda estava muda, tremendo e chorando. A vizinha tentava adivinhar a causa de tanta aflição, sem sucesso, até que finalmente, ela diz: barata em casa!!!
Ohhhh, lá vai o marido da vizinha, em uma verdadeira “caça à bruxa”!! Voltou meia hora depois, explicando que tinha procurado por todos os cantos, em todos os cômodos, mas nada de barata…
Impossível!!! Tinha uma barra, grande, com asas, poderosíssima!!! Para voltar para o apartamento, somente depois de encontrar o corpo!
Ahh, ele completou, prevenido que era, jogou veneno para todo lado, agora era esperar…
Nisto chega alguém pelo elevador. Vão em busca, pois somente poderia ser o marido dela, e era.
Quando ele vê sua doce esposinha, em prantos, rosto vermelho, tremendo como vara verde e toda desgrenhada, imagina o pior!!! Quem fez isso com você?? Pergunta ele. Foi ela, a barata!!!! Contesta ela, perdida em prantos…
Tudo explicado, o inconformado marido segue resoluto para o apartamento, decidido a encontrar o corpo da tal, que jaz, pacificamente, de perninhas para cima, na sua pequenez de inseto, dentro de um vaso de plantas.

Una Navidad Inesperada

Erase una vez, en una noche de navidad, había una familia celebrando fuera de la casa la navidad.

Todo iba muy bien. estaban llegando los invitados a la casa, comieron la cena y pasaron la noche todos juntos. Ya eran las 12.00 pm y ya todos estaban durmiendo en sus respectivos cuartos. Dos horas después un miembro de la familia que se llamaba Mariana que era una adolescente de 14 años. Ella miro por la ventana unos destellos en el aire y cuando bajaron , era como brillo que tenia color dorado y después escucho una risa tan masculina y cuando se dio cuenta de quien era ella supo que era “Santa Clos” pero ella no pudo saludarlo ya que tenia tanto sueño ella de la sala se fue casi sonámbulo y despacito fue a su cuarto que era en el altillo y se acostó en su cama .

Al siguiente día todos se levantaron muy temprano, se levantaron a las 7.00 am . todos estaban muy cansados ya que era muy temprano y ellos se habían acostado a las 1.00 am y todos se dirigían a la sala.

Ya ahí se reunieron todos. Ahí estaban todos los regalos que les había entregado “Santa Clos”. A las 10.00 am todos estaban listos para abrir sus respectivos regalos de navidad que se los dio “Santa Clos”. Ya todos los habían destapado , solo faltaban cinco regalos y todos eran para Mariana. El primero era de parte de su abuelo que era su primera licencia un carro o moto, pero ella decidió licencia de conducir moto. El segundo regalo fue de parte de sus padres que era un boleto para ir a “Disney Orlando Resort”, ella lo agradeció mucho a sus padres. El tercer regalo era de parte de su hermano, ella lo destapó muy despacio y era una billetera con huella de seguridad. Mariana se lo agradeció muchísimo y le dio un fuerte abrazo a su querido hermano. El cuarto regalo era de parte de su primo, ella también lo abrió muy despacio, cuando lo abrió se dio cuenta que era un “¡phone 7 plus!” y tiene incluido airpots que son audifonos que se conectan al celular, ella ya tenia unos de esos pero no era el “¡ phone 7 plus!” sino que era un “¡ phone 5 s plus!” , igual le gusto mucho. I el quinto regalo no tenia nombre decía “de: David para: Isabella. Ella no entendía , ella se preguntó , se pregunto y siguió preguntándose hasta que encontró la respuesta ¡que el ultimo regalo de Mariana lo confundió santa Clos con otra niña! Ella comenzó a llorar y no paro de llorar. Mientras tanto Santa Clos se dirigía al polo norte pero el se dio cuenta que había entregado los regalos equivocados así que se devolvió a 1.000 km por hora. Primero fue a la casa de Isabella y le preguntó : Isabella me puedes devolver ese regalo que es de otra niña y yo ahorita te traigo el tuyo. Isabella aceptó y se lo entrego. Santa Clos se fue corriendo a la casa de Mariana. Santa Clos entro por la chimenea, todos estaban reunidos y se asustaron. El se acercó a Mariana y le dijo : este es el verdadero regalo tuyo el otro es de otra niña. Mariana se puso muy contenta y le devolvió el de Isabella.

Mariana leyó la carta que venia con su regalo que decía “de : toda la familia para : Mariana” ella lo destapo lo mas rápido que pudo y lo que vio no se lo podía creer, lo que mas quiso desde que tenia tres años. Era la admisión a la mejor universidad de ese país y la fecha que iba a entrar era dentro de quince días. Ella no lo podía creer. Ella comenzó a llorar de felicidad, todos le dieron un abrazo y dijeron muy, muy fuerte Feliz Navidad ….

O autor é um jovem de 8 anos Sogamoso – Colômbia.

A história do menininho

 

Fui dormir e pensei: quero escrever mais um texto para o blog do meu amigo, Luiz Bernardes.

No outro dia, acordei bem como sempre, após mais uma noite de sono e muitos sonhos. Meu primeiro e feliz pensamento foi: já tenho o título do próximo texto – “a história do menininho”. Que maravilha!!! Era isso, este nome me parecia perfeito, assim como me parecia evidente, que essa história realmente existia, e que eu iria encontrá-la!

Cá entre nós, não sei de onde eu tirei isso, mas foi assim mesmo que aconteceu….

Segui para o banheiro, e enquanto me penteava e me maquiava, eu pensava em quem seria este menininho. Estava tão claro para mim que o nome do texto seria esse, mas faltava o protagonista com sua fantástica história, que coisa….

Pensei na figura do meu filho quando criança, mas não, não era ele, e não consegui fechar a equação.

Me lembrei da dúvida do dia anterior: será que aquela Oitava Sinfonia, tão suave e linda, era mesmo de Beethoven? Não que Beethoven não merecesse elogios, claro. Na verdade, suas músicas são as minhas preferidas, definitivamente um grande gênio, mas a gente acaba por conhecer o estilo do cara, e essa Oitava não era o jeitão dele não…Estava escrito “inacabada”, mas pelo que eu me lembrava, a inacabada era a Nona Sinfonia e não a Oitava. Fui direto ao Google fazer uma mais que rápida pesquisa.

Eu tinha baixado uma série de músicas clássicas para ouvir, e algumas vieram com os nomes meio confusos. Como pode esta maravilha do século, que é a internet, também enganar a gente??? Parece que virou uma pandemia isso de enganar a gente! E pimba, não era de Beethoven, mas sim de Schubert. Ohhh!!! A música estava identificada como a Oitava Sinfonia de Beethoven, mas era de Schubert…caraca!!!! Até nisso tem falhas…. e vai confiar nas notícias…

Sim, mas e a história do menininho? Cadê o tal menininho? Voltei a pensar no tal menininho. Me lembrei até dos filhos dos amigos, porque afinal de contas poderia ser um deles… mas quê… nenhum deles era o tal menininho….

Nisso o esquisito do meu cérebro, que deve ser muito louco, se pôs a matutar o porquê da Quinta e da Sexta Sinfonia de Beethoven serem a mesma música. Claro, lógico, evidente que não são, pois o ilustre Beethoven tinha criatividade para um milênio de composições ininterruptas. Ele não era um tipo que comporia 2 músicas parecidas, que dirá, iguais…ahahahahah tonta, pensei!!! Nisso eu já tinha terminado a maquiagem, agarrado a mochila do notebook, passado pelo meu trio de gatos, que me esperavam ansiosos para mostrar a bagunça que fizeram na terra do vaso de plantas da sala, e já estava na garagem, checando qual era na verdade a quinta e sexta sinfonia, pensando no tal do menininho, organizando mentalmente a agenda do dia, lembrando com saudade do meu filho que está estudando em cidade distante, e no que estaria fazendo a esta hora o namorado, em Buenos Aires. Ah, eu também estava dirigindo… Uau….será que todo mundo tem esta fartura de pensamentos sobrepostos, ou estarei eu perdendo um pouco a “razão”???

O Watson da IBM pode responder tudo o que perguntam, mas nada se compara à cabeça da gente, que vive fervilhando de perguntas, respostas, verdades, mentiras, invenções, buscas incessantes, músicas, textos, etc., etc., e etc.!!!. Valha-me Deus! Ele sim desenvolveu o mais potente e louco computador de todos os tempos!!!

Segui para empresa, percorrendo os 25 km entre minha casa e ela, dividida entre inúmeros pensamentos relâmpagos de tudo que se possa imaginar, mais as músicas, o planejamento das tarefas do dia, as vendas, as compras, meu querido secretário que ia voltar a trabalhar comigo, e a caça aos radares da rodovia (que raiva eu tenho disso…) e ao menininho, pois afinal, sem menininho, sem texto.

E por que raio fui acordar com o nome deste texto na cabeça!?!?!?! Eu hein!!!

Ne empresa, como sempre, eu mergulhei intensamente no trabalho. Sempre tenho a sensação de estar em um turbilhão quando estou por lá, mas isso já virou normal, e sempre me saio bem, feliz, ilesa e saltitante, direto para a academia, na eterna luta para manter o corpinho o menos compatível possível com a minha idade! ahahahaah

Num raro momento de “mente em branco” (isso existe??), levanto os olhos e vejo pelo vidro, passando do lado de fora da minha sala, um dos novos Menores Aprendizes que estão começando a estagiar com a gente. Vejo uma carinha de menininho em um corpo já alto de adolescente. Penso: será esse o “menininho”?? Queria pedir que viesse na minha sala para me contar a sua história, mas o tempo é curto, o trabalho é muito, e não deu para conversar com ele e nem para escrever a história real do menininho.

Porém, uma coisa é certa: já tenho o nome para o próximo texto – A História da Menininha!

Fui!!!

A cidade das chuvas

Na cidade das chuvas
Ela decidiu ganhar as ruas
Em um ledo dia de sol

Aquela jubiloso dia de sol
Ela toda radiante
Vestiu o que de melhor tinha
Seu sorriso perolado
Em um diáfono vestido floral

Na cidade das chuvas
Justamente naquele dia de sol
Ela ganhou as ruas dissolutas


E foi se reunir
Com o que melhor existe
Na vastidão cósmica sem fim
Foi se encontrar consigo mesma

Sobre o amor

Tente entender,
Não há versões nem aversões definitivas,
Talvez, reações intempestivas
De alguém que já sofreu por amor.
Não há respostas explicativas,
Nem perguntas proibidas
Para quem já sofreu por amor.

Tente compreender
Toda alma já tem traçado o seu caminho,
Toda rosa, por mais bonita, tem espinhos,
Todo mundo já sofreu por amor.
Existe alguém na espera de seu carinho,
Além do muro pode haver algum vizinho
Que espera encontrar um grande amor.

Tente aprender
Definitivamente e da forma mais precisa,
Que na realidade a felicidade se localiza
No coração de quem entendeu o que é o amor.
E que a saudade, chega tempestade e parte brisa,
E um coração por mais ferido cicatriza
Quando, enfim, fica repleto de amor.

 

Poema

Deixe que o tempo lá fora espere
Venha fazer a minha cabeça
Eu quero teu cheiro grudado na pele
Eu quero a tua presença.

Dê-me teus sinais, as tuas virtudes
Minha vida de ponta cabeça.
O amor só se faz com mais atitude
Onde a dor da saudade não cresça.

Enfim, chega dos meus devaneios,
Eu sonho acordado e me prendo
No sótão do meu pesadelo
É a vida cobrando e mordendo…

Quando o sangue parece estancar
Vem logo outro baque certeiro
No coração que não quer mais pulsar
Só espalhar tua dor no terreiro.

Então, me aconchego em teus braços,
E sussurro teu nome baixinho
Te sirvo, do meu peito, um pedaço
E te amo bem devagarzinho!