Osman Lins

Osman Lins nasceu em Vitória de Santo Antão, Pernambuco, no dia 5 de julho de 1924. Em 1941, após terminar os estudos secundários, mudou-se para o Recife, onde começou a publicar seus primeiros trabalhos literários. Em 1944 ingressou na Faculdade de Ciências Econômicas do Recife, e suspendeu por longo tempo sua colaboração na imprensa. Concluiu o curso em 1946.

Em 1955 estreou com o romance “O Visitante”, quando realizou uma obra de grande aprofundamento psicológico e um admirável desenvolvimento narrativo, que lhe conferiu três prêmios: o Fábio Prado, de São Paulo, o Prêmio Especial da Academia Pernambucana de Letras e o Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras.

Em 1957, Osman Lins publicou o conto “Os Gestos”, que foi laureado com o Prêmio Monteiro Lobato, de São Paulo.

Em 1961 fez sua estreia no gênero teatral com “Lisbela e o Prisioneiro”, uma comédia romântica, que recebeu o 1º Prêmio no 2º Concurso Nacional de Peças Brasileiras. Em 1961 a peça foi levada ao Rio de Janeiro pela (Cia. Tônia-Céli-Autran). Em 1962 foi apresentada no Teatro Municipal de São Paulo. Em 1964 a peça foi publicada em livro. Em 2003, Lisbela e o Prisioneiro foi adaptada para o cinema por Guell Arraes e, logo conquistou sucesso de bilheteria.

Ainda em 1961, Osman Lins publicou o romance “O Fiel e a Pedra”, que obteve, no Recife, o Prêmio Mário Sete, instituído pela UBE. Nesse mesmo ano foi para a França como bolsista da Aliance Française. Em 1962 transferiu-se para São Paulo, passando a colaborar com a imprensa, com peças de ficção e artigos de crítica literária. Nessa época foi nomeado professor titular de Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da cidade de Marília.

Em 1963 publicou “Marinheiro de Primeira Viagem”. Em 1963 escreveu a peça “A Idade dos Homens”, que foi apresentada no Teatro Bela Vista. Em 1965, apresentou os contos “Nove Novena”, quando realizou novas experiências de técnica e forma.

Nos anos seguintes escreveu as peças “Capa Verde e o Natal” (1967) e “Guerra do Cansa-Cavalo” (1967), essa recebeu o Prêmio José de Anchieta, de São Paulo. Escreveu também dois volumes de ensaios “Um Mundo Estagnado” (1966) e “Guerra Sem Testemunhas – o Escritor, Sua Condição e a Realidade Social” (1969).

Embora a presença de sua terra natal seja intensa em sua obra, com apresentação de tipos e ambientes da região, sua linguagem e seus temas são universais. O que o preocupa é o homem, apresentado num contesto através do qual analisa o seu temperamento e o seu feitio moral.

Osman Lins faleceu em São Paulo, São Paulo, no dia 8 de julho de 1978.

 

Fonte: ebiografia.com