Um retrato teu na pós-modernidade

O eu ser feliz
Somente como
As selvagens flores astrais
Podem ser

.
O eu acordada
Com a divinal graça do alvor
Em um novíssimo dia
Ao lado teu
.
Um sorriso ameno
E um abraço eufônico teu
Eu só posso ser feliz
Como as álgidas negras flores
Podem ser
.
O eu acordada
Com o alvor do astro rei
Em um novíssimo dia
Ao lado teu
.
Não! Não sensualize assim
Somente feche as nevoentas cortinas
Não! Não venha me embair
Somente apague
Todas as sibilinas luzes
Dispa-se
De todas as fluídas mentiras
E de todas as infindáveis
Desculpas abstratas
E débeis hipérboles afins
.
O eu-ser feliz
Como as imaculadas flores vagas
Podem o ser
Como um sonho bom
Uma quimera que nasceu
E morre em nanosegundos

J de amor

O amor começa com J
J de beleza de corpo e alma
J de valores éticos e morais
J de respeito e bondade
J de amor ao próximo e aos animais
J de primavera e suas cores
J de verão e seus amores
J de outono e renovação
J de inverno e pura emoção
J de simplesmente ser pai
J de comemorar mais um ano
J de minhas duas princesas
J de dizer simplesmente, te amo

J.J.

Doce ilusão

Doce ilusão e mistério
Você me tira do sério
Tem vocação em querer me iludir.
Teu coração insincero
Me julga por tolos critérios
nessa canção que eu já cansei de ouvir.

Doces palavras são ditas,
Eu pergunto se ainda acreditas
Nas juras de amor que um dia fizemos.
Você me responde, no entanto,
Que o teu amor um dia foi tanto,
Pois as paixões sempre nos tornam mais cegos.

Eu já não posso descrever
como é viver sem você
Nas tardes de inverno dessa cidade tão triste.
Por onde viaja meu pensamento,
Em que lugar, em qual momento
Vou te provar que esse amor ainda existe.

Decerto que a minha loucura
Foi perder-me na tua cintura
E nos doces beijos dessa boca tão linda.
Hoje essa saudade me fere
Com o desejo à flor da pele,
Volta meu bem, você ainda é bem-vinda!