Tantos versos

E foram tantos os versos que escrevi,
que quando dei por mim
eu estava tropeçando nas letras falíveis,
nas palavras sem sentido,
nos versos descabidos,
no antagonismo desesperado
deste amor tão superado.
E foram tantos versos que escrevi
no sentido oposto deste amor,
que hoje entreolho tuas feições
a ponto de me questionar,
porque não os fiz tão diretos,
não me fiz entender de supetão.
Foram tantos os versos que escrevi
que nem sei se você os leu
ou se chegou a marejar-lhe os olhos
quando num átimo de mim
você pode me perceber em ti.

Sobre o amor

Tente entender,
Não há versões nem aversões definitivas,
Talvez, reações intempestivas
De alguém que já sofreu por amor.
Não há respostas explicativas,
Nem perguntas proibidas
Para quem já sofreu por amor.

Tente compreender
Toda alma já tem traçado o seu caminho,
Toda rosa, por mais bonita, tem espinhos,
Todo mundo já sofreu por amor.
Existe alguém na espera de seu carinho,
Além do muro pode haver algum vizinho
Que espera encontrar um grande amor.

Tente aprender
Definitivamente e da forma mais precisa,
Que na realidade a felicidade se localiza
No coração de quem entendeu o que é o amor.
E que a saudade, chega tempestade e parte brisa,
E um coração por mais ferido cicatriza
Quando, enfim, fica repleto de amor.

 

Poema

Deixe que o tempo lá fora espere
Venha fazer a minha cabeça
Eu quero teu cheiro grudado na pele
Eu quero a tua presença.

Dê-me teus sinais, as tuas virtudes
Minha vida de ponta cabeça.
O amor só se faz com mais atitude
Onde a dor da saudade não cresça.

Enfim, chega dos meus devaneios,
Eu sonho acordado e me prendo
No sótão do meu pesadelo
É a vida cobrando e mordendo…

Quando o sangue parece estancar
Vem logo outro baque certeiro
No coração que não quer mais pulsar
Só espalhar tua dor no terreiro.

Então, me aconchego em teus braços,
E sussurro teu nome baixinho
Te sirvo, do meu peito, um pedaço
E te amo bem devagarzinho!